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Aula 7 — Justiça socioambiental e consumo

FILOSOFIA · 2ª SÉRIE · 4º BIMESTRE DE 2026

Professor Rodrigo Rodrigues Santos de Almeida · Colégio Estadual Dom Pedro I

Justiça socioambiental e consumo

Imagem de contexto relacionada a Justiça socioambiental e consumo

Para começar

Por que duas pessoas que vivem na mesma cidade podem sofrer impactos ambientais muito diferentes?

Texto de estudo

Durante uma chuva intensa, algumas ruas ficam apenas molhadas; em outros bairros, casas são inundadas e famílias perdem móveis, documentos e alimentos. O fenômeno meteorológico é compartilhado, mas suas consequências não são iguais. A localização das moradias, o saneamento, a infraestrutura urbana e a renda influenciam a capacidade de prevenir danos e se recuperar deles.

A justiça socioambiental investiga como benefícios e prejuízos ambientais se distribuem entre grupos sociais. Uma área pode receber investimentos em parques e arborização enquanto outra enfrenta esgoto sem tratamento e falta de coleta de resíduos. Essas diferenças mostram que questões ambientais também envolvem decisões políticas e desigualdades históricas.

O consumo faz parte desse debate. Comprar um produto significa participar, direta ou indiretamente, de processos de extração, produção, transporte e descarte. Entretanto, a responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre escolhas individuais. Muitas pessoas não têm acesso a alternativas mais caras ou não controlam os serviços públicos e a organização da produção. Empresas e governos também possuem responsabilidades.

Em Goiânia e em outras cidades, podemos discutir o acesso desigual a áreas verdes, mobilidade, drenagem e coleta de lixo. A análise filosófica busca compreender por que certas populações ficam mais expostas a riscos e que critérios deveriam orientar prioridades de investimento. A pergunta deixa de ser apenas ‘como proteger o ambiente?’ e passa a incluir ‘para quem e com quem estamos tomando essas decisões?’.

Se uma praça recebe árvores e melhorias enquanto outro bairro continua sem serviços básicos, a comparação levanta perguntas sobre prioridades do poder público. Não é preciso supor que toda diferença seja intencional para reconhecer que suas consequências importam. A justiça exige investigar os critérios e ouvir as populações afetadas.

Para refletir

Como esse tema aparece na realidade brasileira? Tente encontrar um exemplo verificável para discutirmos em sala.

Atividade no caderno

Responda às duas questões com suas palavras, justificando. Apresente para visto na aula seguinte.

  1. Descreva uma situação de desigualdade ambiental que poderia ser observada em uma cidade.
  2. Explique por que a responsabilidade por problemas ambientais não deve ser atribuída somente ao consumidor.

Para aprofundar (opcional)

Consulte o capítulo correspondente de Moderna Plus Filosofia e compare a argumentação do texto com situações discutidas em sala. Indicações de vídeos e reportagens poderão ser acrescentadas.

Referências

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Moderna Plus Filosofia. São Paulo: Moderna, 2024. Unidade 1.

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